Perecível ao tempo

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Nem toda propaganda existe apenas para fazer produtos sumirem das prateleiras. Aliás, é esse tipo de conteúdo publicitário que mais gosto. Estava tentando zerar o meu Feedly quando me deparei com um post dando um exemplo justamente desse tipo de propaganda.

A Polícia Federal Australiana lançou a campanha “The Missing Persons Pre-Roll”, aproveitando os anúncios do Youtube de uma das formas mais criativas já vistas. Naqueles segundos mais odiados pra quem assiste vídeos pelo Youtube, ao invés de aparecer uma propaganda qualquer, você assiste um anúncio sobre alguém desaparecido. Através de geolocalização, eles selecionam os perfis daqueles que foram vistos pela última vez próximos de sua área. No lugar de “pular o anúncio”, aparecem duas opções. Você pode marcar que não viu a pessoa ou avisar que viu e dar mais informações sobre o caso.  Em cinco dias, 238 pessoas ajudaram preenchendo o formulário.

 

 

E pra gente não ficar reclamando que campanhas assim nunca aparecem no Brasil, um ótimo exemplo de como é possível aproveitar qualquer suporte pra colocar a criatividade em ação. A campanha da Hemorio, para incentivar a doação de sangue aproveita a interface do Youtube de uma form diferente.

 

 

E pra fechar o post, outro exemplo bacana vindo da terra dos Cangurus. Aqui, quem encomendou a campanha foi a companhia de Metrô da Austrália. A ideia é alertar para a questão do uso seguro do transporte público, mostrando maneiras idiotas de morrer. Além da animação ser mega colorida e abusar dos traços simples, a canção gruda!

 

 

p.s.: Pra que quiser acompanhar a letra ou ver o que ela significa, só seguir o link!

 

 

 

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Porcarias, enlatados, celebridades...

 

Não assisti e não ouvi (ou muito pouco) as “atrações” listadas no cartum.

Amei ter assistido tantas peças, escutado tanta música boa, assistido tantos filmes e programas de TV bem feitos nesse 2012.  É claro que apareceram algumas porcarias no meio disso tudo, mas me empenhei em conhecer coisas novas e aproveitar as boas velhas conhecidas.

Tenho a impressão que muita gente, principalmente os que reclamam da “grande mídia”, “cultura de massa” e “enlatados americanos”, poucas vezes ousaram mudar de canal na TV ou a estação de rádio quando viram/escutaram os “artistas” mencionados ali em cima.

Acho que a responsabilidade de fazer um 2013 melhor culturalmente depende de cada um! Se 2012 já foi muito bom, que 2013 seja ainda melhor!

 

 

 

Sábado a noite sem muito dinheiro no bolso e nem animação suficiente para sair de casa: bom momento pra assistir um filme despretensioso. Como a pão-dureza e a preguiça são as companheiras da vez, recorro ao acervo de filmes disponível no Youtube. Se posso abrir mão da qualidade da trama, consigo abrir mão da qualidade das imagens.

Escolho “Ela é a poderosa” (Georgia Rule, 2007).

Resuminho rápido: Lindsay Lohan é uma adolescente rebelde da Califórnia obrigada pela mãe a passar as férias na casa de sua avó, Jane Fonda. Ok, pra essa noite serve.

Começo a assistir. Algumas piadinhas aparecem, Lindsay está lá, toda rebelde sem causa, com roupas provocantes e seu cabelo trabalhado na chapinha. Nada de novidade.

Enquanto Lindsay “apronta todas” em uma pacata cidadezinha de Idaho a trama se adensa. Um segredo é revelado e traz a tona os problemas de relação vividos entre as três gerações da família, Rachel (Lindsay), sua mãe Lilly (Felicity Huffman) e a avó Rachel (Jane Fonda).

Mais do que expor as pequenas tragédias familiares, um panorama de sérios problemas se impõe. Alcoolismo, abuso sexual e uso de drogas ajudam a construir o drama e o universo de cada personagem. Com as feridas abertas e expostas, as três mulheres estão desorientadas sobre quais serão os próximos passos em suas vidas e como lidarão com as dificuldades.

Mesmo abordando temas pesados o filme tem uma estética e ritmo de “Sessão da Tarde”, e aí talvez seja a maior ressalva que pode ser feita a ele. A trama em si, apesar de boa, não faz com que esse seja um “grande filme”. Lindsay, Felicity e Jane Fonda atuam muito bem, mas a trilha sonora insossa e enquadramentos de câmera são alguns dos itens que poderiam ser melhores trabalhados. De qualquer forma, as feridas das três mulheres estão lá, abertas e a espera de que alguém se interesse por elas.

p.s.: Dá pra assistir o filme completo pelo Youtube.


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