Perecível ao tempo

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Ontem resolvi que ficaria uma semana sem entrar no Facebook. Percebi que a rede social tem tomado muito meu tempo. Imagino que 9 entre 10 pessoas já tenha pensado a mesma coisa. Mesmo assim, fiquei feliz de perceber que ao invés de estar rolando infinitamente a timeline e conferindo a cada meio segundo se uma nova notificação surgiu na minha página, aproveitei muito mais as últimas 24 horas. Se tempo é dinheiro, estava perdendo milhões todos os dias na frente da tela. Reclamo tanto da falta de tempo, que tinha me esquecido que é justamente isso que perco enquanto estou nos murais alheios.

Nessas 24 horas aproveitei pra assistir dois filmes (A morte num beijo – chato, 12 homens e uma sentença – muito legal), arrumar/limpar meu quarto, fazer as compras do mês (em dois mercados e no “sacolão” – comércio da prefeitura que vende apenas verduras, legumes e frutas), preparar um almoço pra mim e pro meu pai, ir no banco…

Gosto de Cinema, gosto de cozinhar, gosto de ter comida no armário e na geladeira e de ter dinheiro no bolso, então porque  diariamente tenho aberto mão disso tudo apenas para ficar imersa no mundo facebookiano, onde todos são perfeitos, baladeiros, atuantes socialmente, etc?

Acho que é hora de me desplugar mais e aproveitar o mundo lá fora…

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Às vezes é chato ter um blog. É chato porque quando você não posta nada se sente culpada, como se tivesse faltado no casamento da própria irmã ou na formatura do namorado. E é difícil não ficar chateada quando ele tem poucas visitas, mesmo que você diga não se importar se as pessoas “te” leem, que o importante é o simples ato de escrever. E é humilhante ter que reconhecer que às vezes, aquela teoria tão bem bolada foi por água abaixo com um simples comentário. É pedinte demais ter que ficar convidando a família e os amigos pra “darem uma olhadinha” em um texto que você fez. E é meio bobo, quando você lembra que o que está sendo publicado são as suas impressões sobre o mundo. E afinal de contas, quem é você pra querer dar palpites em tudo. E também é um pouco arrogante da parte de quem publica achar que as pessoas DEVEM ler as bobagens de quem escreve. E é cansativo pesquisar imagens, vídeos, links, templates, fontes…

Não há remuneração financeira (na maioria dos casos), nem fama ou glória, mas, mesmo sendo chato, difícil, humilhante, pedinte, bobo, arrogante e cansativo, é estranhamento recompensador. E só quem escreve um blog sabe o quanto é empolgante voltar a escrever depois de um tempo sem nada publicar. O quanto alegra o dia uma única visita a mais. O quanto conforta saber que alguém se importou em comentar o post. O quanto é bom saber que as pessoas mais próximas leram o texto que você escreveu. O quanto é libertador publicar as próprias ideias. O quanto é animador quando alguém diz que adorou aquele texto que você forçou ela a ler. O quanto é divertido construir dia após dia a sua identidade na internet.

É, ter um blog é chato, mas não ter, é muito mais!


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