Perecível ao tempo

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Ela prefere números, e eu as palavras. Meu lugar preferido é na rua, e o dela em casa. Eu brinco que ela é sensível demais, ela me chama de rude. Somos diferentes em tantas coisas, que às vezes me pergunto: como pode sobreviver essa amizade?

Claro que nem tudo é maravilha. E nem deveria ser, afinal, onde já se viu amizade de toda uma vida resistir sem brigas? E estas não faltaram! Já discutimos tanto, por tantos motivos bobos e até ficamos sem nos falar por alguns anos. Mas o mais importante é que nem foi preciso encontrar um sentido para voltar a conversar. Foi simples, foi necessário apenas nos perdoar.

Dizem que você só conhece bem alguém depois de comer um quilo de sal juntos. Hey, quantos salares medem a nossa amizade?

 

21 anos de brigas e brincadeiras

 

 

 

 

‎”Em qualquer momento da decisão, a melhor coisa que você pode fazer é a coisa certa, a próxima melhor coisa é a coisa errada, e a pior coisa que você pode fazer é nada.”

(Teddy Roosevelt)

Meu blog, este que você está lendo agora, chamado Perecível ao Tempo já soma 53 posts, 258 tags e 9 categorias. Dei vida a ele numa terça-feira de agosto. De todos os receios que tinha em relação a ele, o maior era o de desistir.

Tinha medo do começo. Tinha medo de começar mais um blog e não saber como fazer para corresponder as minhas próprias expectativas sobre a minha criatura. Tinha medo de me cansar da brincadeira e abandoná-lo antes do final (e na atividade blogueira não há exatamente um “final”). Então, para aplacar os medos, queria achar um atalho. Queria começar um blog que tivesse quatro ou cinco meses de vida, algumas muitas postagens na rede. Queria começar já com a agradável sensação de que é preciso blogar para encerrar bem o dia.

Óbvio que tudo isso não acontece do nada. Então, meu blog começou da postagem zero no dia 1, do mês um do ano um de sua existência. Sei que não é o meu melhor produto, não é tudo que eu sempre quis fazer, nem é muito lido ou comentado, mas já carrega essa sina de confessionário. É o meu espaço que precisa existir para o desabafo. É mesa de bar, onde proponho discussões sem nenhuma importância. É diário, onde escrevo o que penso. É caderno de anotações, onde “guardo” boas indicações/referências e compartilho o que acho legal.

Ainda não tenho o hábito de escrever aqui todo dia, mas sinto uma tristezinha se não posto ou simplesmente confiro os comentários e índices de visitação (sempre tão baixos…) diariamente.

Fico feliz por ter superado os receios e ter começado o Perecível ao Tempo numa terça-feira de agosto. Mesmo que esse blog não tenha nenhuma relevância social é bom saber que tomei uma decisão que não é a pior. E tenho quase certeza que também não foi a “próxima melhor”, mas isto só o tempo vai dizer.


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