Perecível ao tempo

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Quando toda sua vida parece um drama, uma música triste toca em um dia de chuva e você está chorando dentro de um carro. Então, nesse momento (assim como em todos os outros), a sua vida não é o centro do Universo e Deus não escolheu você para brincar como se fosse um bonequinho vodu. A gente até sabe disso, mas nesses dias de chuva com o rádio ligado, é fácil ignorar que existem outras pessoas (que pessoas?) com seus próprios problemas. Pra dar uma dimensionada no tamanho do seu problema, da sua vida, da existência humana e cia, recomendo esse site: Here is today

 

p.s.: Se você for uma pessoa muito dramática, pode ser que após visitar o site sinta uma melancolia diferente (eu não sou nada, nunca serei nada…) Enfim, não use nenhum tarja preta em ambos os casos.

 

 

 

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Festas de final de ano envolvem parentes, embrulhos, barulho e comida. Me animo por causa da roupas bonitas e sapatos legais que vou tirar do armário e pela quantidade de comida que vou ingerir (proporcional ao mal estar que vou sentir no dia seguinte, quando repetir os exageros da janta no almoço).

Sou meio mal humorada nesta época. Fico meio depressiva. Me conheço. Sei que é nesta época que tudo o que não sou/estou entra em evidência. É no jantar de Natal que vou ter que explicar porque, mesmo sendo tão legal, não tenho namorado; mesmo estudando em uma boa faculdade não estou estagiando (muito menos trabalhando); mesmo fazendo mil e um bicos continuo sem dinheiro… Enfim, é um festival de horrores das minhas intimidades. Todas elas escancaradas durante alguns minutos (porque afinal, ninguém passar o aniversário do “menino Jesus blábláblá…” conversando com a deprê-fracassada da família).

Menos de uma semana depois a cena se repete. Ano Novo, galera de branco e calcinha amarela. No máximo vermelha… E nem venha me dizer que você vai usar verde ou azul, que todo mundo tá precisando de grana, isso sim! Peru e porco no forno, lentilha, primo, tio e os embrulhos do pessoal que não se viu e nem trocou presente no Natal. As perguntas se repetem: “Namorado? Trabalho? Nem estágio? Vai viajar nessas férias?”

Isso quando um ou outro não perguntam “com estão as aulas?” Bom, se ainda estivesse com aulas em pleno Natal/Ano Novo ia estar me estourando de estudar e não escutando tanta baboseira. Mas enfim… Todo ano o ritual se repete. E todo ano a minha promessa pra mim mesma se refaz. “Ano que vem nada de passar as festas com a família, vou juntar grana e viajar!”

Mas é claro que se tivesse cumprido o que prometi pra mim mesma no ano passado não estaria aqui, pensando no interrogatório familiar que me aguarda na noite de 31 de dezembro. Ah, e no almoço de um de janeiro. Saco!


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