Perecível ao tempo

Archive for dezembro 2012

Sempre acho estranho quando crianças fazem “papel” de adulto em publicidade, filme ou qualquer outra coisa. Nem sei explicar muito bem a minha antipatia, mas costumo revirar os olhos quando vejo algo do tipo.

Não sei se o fato de That’s What’s Up ser a minha música preferida do “novo” CD de Edward Sharpe and The Magnetic Zeros (Here) pode ser relacionado com o fato de que amei o clipe da música. Mesmo tendo crianças fazendo “papel” de adultos.

Devo ter me rendido à fofura da mini-casa também (acho que gravaram o clipe em uma “casa de anão”. Sério! Repara no tamanho da mini-pia do banheiro, da geladeira, altura do fogão…) e também ao bigode feito de canetinha no rosto de um dos meninos…

 

 

P.s.: E Here não agradou só a mim, também está na lista dos 20 melhores de 2012, do blog do Zeca Camargo (!)

P.s.2: E quando eu tiver um filho, vou querer que ele seja como esse menino coisa-mais-fofa!

 

 

 

Porcarias, enlatados, celebridades...

 

Não assisti e não ouvi (ou muito pouco) as “atrações” listadas no cartum.

Amei ter assistido tantas peças, escutado tanta música boa, assistido tantos filmes e programas de TV bem feitos nesse 2012.  É claro que apareceram algumas porcarias no meio disso tudo, mas me empenhei em conhecer coisas novas e aproveitar as boas velhas conhecidas.

Tenho a impressão que muita gente, principalmente os que reclamam da “grande mídia”, “cultura de massa” e “enlatados americanos”, poucas vezes ousaram mudar de canal na TV ou a estação de rádio quando viram/escutaram os “artistas” mencionados ali em cima.

Acho que a responsabilidade de fazer um 2013 melhor culturalmente depende de cada um! Se 2012 já foi muito bom, que 2013 seja ainda melhor!

 

 

 

Há umas duas semanas atrás estive na Argentina, conhecendo um pouquinho da região “misionera”. Ao saberem que eu era brasileira, uns três argentinos perguntaram se eu já tinha visto “a propaganda da Personal”. A companhia telefônica fez um comercial mostrando um hermano pensando que sabe falar português.

A propaganda é engraçada, especialmente pra quem entende espanhol.

 

 

Assim como nuestros hermanos pensam que pra falar português basta acrescentar “ção” e “inho” no final das palavras, tem muito brasileiro achando que pra falar espanhol é só adicionar um “ito” e “ción” no final, transformando tudo em hotelito, pãozito, coración e companhia… É claro que o resultado de tudo isso é o mais autêntico portunhol!

A criatividade dos argentinos no mundo publicitário não para aí, no Buenos Aires Para Chicas a Amanda Mormito listou outras 10 propagandas argentinas bem boladas. Mesmo sem saber espanhol, vale a pena assistir cada uma!

 

 

 

Dez dias de descanso na casa da minha mãe. Férias após quatro anos de faculdade e muitas trocas de estágio. Almoços gostosos, jogos de tabuleiro com a família e… a triste constatação: o Google é mais esperto que meu irmão!

Entre uma partida e outra no PlayStation ele procura macetes para os jogos. Faz perguntas dignas de serem pronunciadas diante de um oráculo: “como ganhar mais pontos na etapa X?”,  “onde está a chave do nível Y?”, “porque aparece um quadrado na porta do castelo?”. Ou seja, ele espera que o site de buscas seja um conselheiro na sua luta por pontos, vidas extras e poderes especiais no mundo virtual. Se foi a ideia de que o site simplesmente apresenta resultados para as palavras-chaves digitadas, agora ele é quase um confidente que traz as respostas para os conflitos internos de cada um.

Além da respostas divinas, ainda é obrigação do Google fazer as correções de digitação, concordância e acentuação. O “você quis dizer” é quase mais clicado do que o ponto de interrogação. Todos os dias o Google ensina a garotos apressados e sedentos por dicas para video games como se escreve português.

É, e ainda tem gente que não acredita na superação da inteligência artificial…

 

 

 

 


%d blogueiros gostam disto: