Perecível ao tempo

Archive for outubro 2012

Dessa vez, sem jogos, sem paranoias, sem provocações. Só amor, por favor. Quero o mais simples que você tiver, um que não precise de manual de instruções, nem passo a passo. Um que seja fácil de obter sorrisos e palavras de carinho. Daqueles em que se esquece da hora do almoço e se come às duas, três da tarde. Aqueles que fazem a gente se perder em um olhar. Um que mesmo depois de acabado, faça restar a amizade, a confiança, o companheirismo. Dessa vez, sem subterfúgios, sem precisar mentir e dizer pro outro que tem mil compromissos. Me vê um amor sincero, desses que fazem sentir saudade, suspirar perdões, esbravejar palavras de incentivo. Que queira cuidar de mim, e por mim ser  cuidado. Um que me faça perder a noção de tudo, mas que me aproxime mais de mim mesma. Um amor sem guias, mapas ou bulas. Só amor, por favor.

A sua barba e a boina idênticas às de Che, a camisa amarela vinda de Cuba, os olhos verdes, as sardas e o sotaque chileno. Mais do que isso, o seu conhecimento sobre as fases da Lua, o horóscopo maia, o significado da base piramidal para diversos povos. Você cantando bossa nova, MPB, canções chilenas e de outros lugares mais dessa América do Sul. A flauta transversal de bambu sendo tocada às quatro da manhã, o cachorro quente comido às cinco e o beijo dado às seis.

Se nossa história juntos se resumir a isso, tudo bem, sei que foi uma bela história de amor.

 

 

 


%d blogueiros gostam disto: