Perecível ao tempo

Archive for junho 2012

Da nossa história, da nossa curta história juntos, o que me mais me chateou não foi o fato de você nunca ter retornado o telefonema que dei; nem o fato de você não ter respondido minhas mensagens no Facebook; não ter me chamado uma segunda vez pra ir no cinema ou ter mentido ao dizer que não iria naquela festa que você foi. Também não foi porque você não jogou nenhuma partida de futebol comigo no Playstation, quando me disse pra almoçar contigo num domingo. Nem foi o fato de me chamar pra tomar umas beras e me deixar do lado de fora da balada porque não chegamos a um acordo de qual lugar entrar. Muito menos foi por causa do dia que você mal me cumprimentou quando sua chefe estava por perto. O que mais me chateou foi que você disse, no fusca do seu amigo, que queria dormir ao meu lado escutando Beatles. Mas nós nunca mais escutamos Beatles juntos.

Anúncios

Não sei se você já assistiu esse vídeo, mas achei ele bem legal. Apesar de famoso, só hoje fui parar pra assistir.

 

 

Acho que o discurso do Steve Jobs resume um pouco o que te falei outro dia (pretensão a minha hein!? Querendo me equiparar ao Jobs… hsuahus):

– Ligue os pontos, em algum momento tudo faz sentido (acho que isso explica a minha pira em participar de tantos cursos aleatórios. Não sei pra quê eles vão servir, mas em algum momento SEI que eles vão ser úteis);

– Descubra o que você ama (e não sossegue enquanto não descobrir). Pode ser a sua profissão, mas acho que melhor que do que isso é encontrar o que te motiva verdadeiramente. Descobri que a paixão da minha vida é informar, jornalismo é só o COMO faço isto. Por isso ainda não sei exatamente com o quê vou trabalhar dentro do jornalismo (tv, impresso, etc), porquê trabalhar com jornalismo me basta. E você descobrir a sua paixão não tem nada a ver com descobrir qual curso da faculdade vc vai entrar, e sim o que te move. A faculdade pode ser só uma coisa que vagamente vai te ajudar a construir o teu futuro. Provavelmente a coisa mais importante que você vai fazer na faculdade é conhecer pessoas, e conhecer a vc mesma.

– Se mantenha com fome, se mantenha tolo. Sabe aquela história do “viva hoje como se não houvesse amanhã”? Pois é, tenha fome de conhecimento, de vida. Faça loucuras, acredite na sua intuição, se arrisque, ame e nunca deixe de perguntar (a melhor pergunta que você pode se fazer é “por que não?”)
Espero que você curta o vídeo tanto quanto eu curti.
Bjo

P.s.: Pois é, 637 km não me impedem de enviar mensagens com “reflexões” e “conselhos pra vida” da minha irmã. Pior que receber e-mail com power point motivacional…

Sábado a noite sem muito dinheiro no bolso e nem animação suficiente para sair de casa: bom momento pra assistir um filme despretensioso. Como a pão-dureza e a preguiça são as companheiras da vez, recorro ao acervo de filmes disponível no Youtube. Se posso abrir mão da qualidade da trama, consigo abrir mão da qualidade das imagens.

Escolho “Ela é a poderosa” (Georgia Rule, 2007).

Resuminho rápido: Lindsay Lohan é uma adolescente rebelde da Califórnia obrigada pela mãe a passar as férias na casa de sua avó, Jane Fonda. Ok, pra essa noite serve.

Começo a assistir. Algumas piadinhas aparecem, Lindsay está lá, toda rebelde sem causa, com roupas provocantes e seu cabelo trabalhado na chapinha. Nada de novidade.

Enquanto Lindsay “apronta todas” em uma pacata cidadezinha de Idaho a trama se adensa. Um segredo é revelado e traz a tona os problemas de relação vividos entre as três gerações da família, Rachel (Lindsay), sua mãe Lilly (Felicity Huffman) e a avó Rachel (Jane Fonda).

Mais do que expor as pequenas tragédias familiares, um panorama de sérios problemas se impõe. Alcoolismo, abuso sexual e uso de drogas ajudam a construir o drama e o universo de cada personagem. Com as feridas abertas e expostas, as três mulheres estão desorientadas sobre quais serão os próximos passos em suas vidas e como lidarão com as dificuldades.

Mesmo abordando temas pesados o filme tem uma estética e ritmo de “Sessão da Tarde”, e aí talvez seja a maior ressalva que pode ser feita a ele. A trama em si, apesar de boa, não faz com que esse seja um “grande filme”. Lindsay, Felicity e Jane Fonda atuam muito bem, mas a trilha sonora insossa e enquadramentos de câmera são alguns dos itens que poderiam ser melhores trabalhados. De qualquer forma, as feridas das três mulheres estão lá, abertas e a espera de que alguém se interesse por elas.

p.s.: Dá pra assistir o filme completo pelo Youtube.

Saberia pular corda, rebolar e fazer charme. Tudo ao mesmo tempo.

Seria cheerleader, dessas que fazem mil piruetas.

Entraria pro New York City Ballet.

E faria um clipe bem legal.

 

 

Vi no Verdades Particulares de um caderno sem linhas

 

 


%d blogueiros gostam disto: