Perecível ao tempo

Archive for agosto 2011

Será que o outro pensa em você da mesma forma que você pensa nele?

Será que ele gosta tanto de você quanto você gosta dele?

Se gosta, porque não diz?

Se não diz, é porque “No me ama”!

 

 

Boa sessão pra todos!

 

p.s.: O vídeo é todo em espanhol-portenho e sem legendas, mas é tão bacana que achei que valia a pena colocá-lo aqui!

p.s.2: Ahh, quem já foi pro Uruguay tem um motivo a mais para amar o vídeo: ele foi gravado em várias cidades uruguaias, e bate uma saudaaaaade ao ver todas elas na telinha!

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Um dos meus filmes preferidos é “Diários de motocicleta“, por vários motivos:

  • Mostra a paisagem e a cultura de diversos países da América Latina;
  • Sua estética lembra a de um documentário;
  • A adaptação foi muito bem feita! Pra quem não sabe, o filme foi inspirado em dois livros. O “De moto pela América do Sul“, do Che Guevara e “Con el Che por Sudamérica“, de Alberto Granado.
  • Walter Salles é orgulho brasileiro. O diretor é referência no cinema, e sempre é bom prestigiar a prata da casa;
  • Conta a história de Che Guevara quando ele ainda era apenas Ernesto Guevara;
  • Tem os lindos Gael García Bernal e Rodrigo de La Serna, como Ernesto e Alberto Granado, respectivamente.

Depois que você assiste o filme, a vontade que dá (pelo menos comigo aconteceu isso) é de largar tudo e sair viajando por aí.

Bom, só os motivos listados aí em cima são suficientes pra correr assistir.

E se você pegar o DVD em uma locadora, melhor ainda. Isso porque ele tem alguns extras, e o mais interessante é o mini documentário com o companheiro de viagens de Che Guevara, Alberto Granado.

No tal mini documentário, Granado fala da coragem necessária para se fazer uma viagem como a deles.

 

 

Para uma viagem como essa, é preciso romper. É preciso ser mau filho, mau irmão, mau namorado, e partir. Ou acaba não indo.

[Alberto Granado]

Acho que Granado coloca bem a questão. É preciso romper. E não apenas para se aventurar em viagens de moto pela América do Sul.

É preciso romper com as pessoas mais importantes das nossas vidas, para que a gente possa seguir um caminho único. Para ficar livre para aceitar a melhor escolha pra si mesmo. Para que a gente se jogue na vida, sem arrependimentos e traumas. Para que a gente se prepare para a própria revolução.

Já rompi com meus pais, irmãos, amigos… Só não aceito romper comigo mesma!

Tenho raivinha de gente que não tem senso de companheirismo. Gente arrogante que não se dá ao trabalho de olhar pra cara dos outros quando está pseudo-conversando com a tal pessoa.

Alguns indicadores de pessoas assim:

– Aquelas que não recolhem a xícara da mesa depois do café, ou o prato depois do almoço. Deixar o prato com ossos de galinha na mesa equivale a não jogar no lixo a casca da banana depois de deixá-la nua.

– Pessoa que fala “vamos fazer” durante o projeto, cobra e critica as minhas ideias e apresenta o produto final de tanto esforço e trabalho como “meu resultado”.

– Falam mal do trabalho do governo, apoiam as “grandes causas” comendo um McLanche Feliz mas não se dignam a olhar a cara da criança que pede esmola na rua. (Não estou falando de dar esmola, e sim de dirigir o olhar a outro ser humano)

Tenho nojinho desse povo. Olho e pra acalmar penso: “coitados, ainda não entederam que a grandeza da vida consiste em recolher as xícaras e pratos sujos”.

 

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Não que eu tenha a arrogância de saber qual é a grandeza da vida, mas tenho certeza que ela passa por atitudes como recolher o prato sujo da mesa.

Tec, tec, tec… Só sons de teclado na redação, até que:

– Você escreveu o título desse texto com ponto de exclamação ou de interrogação?

– Não lembro… Como tá aí?

– Com ponto de exclamação.

– Então é exclamação…

– Ah tá. Era só pra verificar…

 

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O que a chefa queria verificar eu ainda não descobri, mas acho que tem a ver com boa memória.

O problema de você curtir até os últimos minutos de festa, é que você volta um dia às seis da manhã e o seu organismo reage assimilando que este é seu estilo de vida. E você nunca mais consegue dormir (e acordar) num horário decente!

Estava lendo o blog Marketing na cozinha, no qual Carol Mendes é colaboradora, e me deparei com um texto sobre alimentos “orkutizados”. O primeiro da série proposta pela Carolina era sobre tomate seco. Adoro tomate seco, inevitável a leitura.

Achei o texto engraçadinho, meio “mal-educado”, mas bacana. É claro que entender o que texto estava dizendo e concordar são duas coisas absolutamente diferentes.

Carol dizia que muitos alimentos estão perdendo a “magia” que tinham e estão sendo produzidos em massa, sofrem mil e uma adaptações, etc. Ou seja, sofreram um processo de “orkutização”.

Não demorou muito pra eu concluir que:

ADORO coisas orkutizadas!

Tô nem aí se o tomate seco foi inventado na Espanha, Grécia ou Japão, se Saint Patrick é comemorado na Irlanda porque ele é padroeiro de lá e, teoricamente, não tem sentido festejar o santo no Brasil… Pouco me importa qual é o tipo de sorvete certo para se usar no petit gâteau e se o risoto ganhou mais molho do que deveria…

Vivo pra aproveitar as boas coisas da vida (e pra beber uns “bons drink” ® Luisa Marilac)! Se não posso pagar para comer o tomate seco produzido no interior da Galícia, usado por um chef de cozinha famoso, me dou por satisfeita em comer num delicioso sanduba “rúcula, tomate seco, mussarela de búfala”.
Quero é curtir as semanas de Patrick’s Day bebendo muito Guinness e ouvindo música boa. Quero comer montanhas de petit gâteau nos dias frios e solitários. Quero fazer meu risoto sem ser motivo de olhares de recriminação por não ter seguido a receita…

Porque acredito firmemente, que quando algo ganha o status de orkutizado, ele fica livre de baboseiras que restringem seu uso a pessoas de certas classes sociais. Ele fica livre pra sofrer reinterpretações. Fica livre pra entrar na mesa de qualquer um. Ele fica livre.

Por isso, viva a orkutização!

Bom, tinha pensado em começar o blog já colocando posts e ignorando a tradicional primeira mensagem de “Hello world!”. Mas achei que seria mais educado cumprimentar o povo (q povo? acorda Ailime, ninguém lê isso daqui!).

Então, olá pra todos e sejam bem-vindos!


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