Publicado por: Ailime Kamaia em: 18/05/2012
Sem muito o que dizer, nem palavras bonitas a acrescentar, deixo este vídeo, capaz de deixar o dia mais feliz!
Publicado por: Ailime Kamaia em: 13/05/2012
Nunca fui para os países Bálticos, consequentemente, nunca coloquei os pés na Lituânia, mas há um lugar nesse país que deve fazer com que todos que tem espírito livre se sintam em casa: República Independente de Uzupio. Bairro anarco-boêmio, localizado na região central da capital Vilnius, o local foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Poetas, bêbados e hippies em geral povoam o distrito, que teve sua independência declarada em 1997. Nos dias 1º de abril celebra-se o Dia de Uzupis.

Mantenha-se sorrindo / Vá devagar / Seja enigmático / Largue seu carro, ande um pouco a pé – Filosofias uzupianas
Descobri Uzupio há alguns vários anos (quando as pessoas ainda escreviam scraps no Orkut) através do blog do Claudiomar. Depois disso procurei mais informações sobre a tal república anarquista, e até entrei para a embaixada virtual brasileira de Uzupio (sim, sim, no Orkut!)
Uma vez por semana tenho vontade de abandonar Curitiba, faculdade, estágio, AIESEC (instituição sem fins lucrativos, na qual trabalho como coordenadora de projetos educacionais) e tudo o mais. Vontade de ir para um lugar novo, pra descobrir, conhecer, viver, sonhar…
Hoje lembrei de Uzupio e fiquei com saudades desse lugar que nunca visitei, mas que coloca a felicidade como direito de todos em sua Constituição (artigo 17).
Uzupio tem bandeira, presidente, hino e até exército próprio, mas com certeza, o que mais chama a atenção de todos que ouvem falar no país/bairro é sua Constituição.
Segue a tradução:
1. Todos têm o direito de viver ao lado do rio Vilnelė, enquanto que o Rio Vilnelė tem o direito de correr ao lado de todos;
2. Todos têm direito a água quente, calor no inverno e um telhado ladrilhado;
3. Todos têm o direito de morrer, mas isso não é um dever;
4. Todos têm direito de cometer erros;
5. Todos têm direito à individualidade;
6. Todos têm direito a amar;
7. Todos têm o direito de não ser amados, mas não necessariamente;
8. Todos têm o direito de não ser distinto e famoso;
9. Todos têm o direito de ser ociosos;
10. Todos têm o direito de amar e cuidar de um gato;
11. Todos têm o direito de cuidar de um cachorro até que um ou outro morra;
12. Um cachorro tem direito de ser um cachorro;
13. Um gato não é abrigado a amar seu dono, mas deve ajudá-lo quando se encontrar em dificuldades;
14. Todos têm o direito de, às vezes, estar inconsciente de seus afazeres;
15. Todos têm direito de ficar na dúvida, mas isso não é uma obrigação;
16. Todos têm o direito de ser felizes;
17. Todos têm o direito de ser infelizes;
18. Todos têm o direito de ficar em silêncio;
19. Todos têm o direito de ter fé;
20. Ninguém tem direito à violência;
21. Todos têm o direito de perceber sua insignificância e magnificência;
22. Todos têm o direito de violar até a eternidade;
23. Todos têm o direito de entender;
24. Todos têm o direito de entender nada;
25. Todos têm o direito de ter várias nacionalidades;
26. Todos têm o direito de celebrar ou não o próprio aniversário;
27. Todos devem lembrar do próprio nome;
28. Todos devem dividir o que possuem;
29. Ninguém pode dividir o que não possui;
30. Todos têm o direito de ter irmãos, irmãs e pais;
31. Todos são capazes de ter independência;
32. Cada um é responsável pela própria liberdade;
33. Todos têm o direito de chorar;
34. Todos têm o direito de ser incompreendidos;
35. Ninguém tem o direito de fazer outra pessoa se sentir culpada;
36. Todos têm o direito de ser pessoal;
37. Todos têm o direito de não ter direitos;
38. Todos têm o direito de não ter medo;
39. Não defenda;
40. Não revide;
41. Não se renda;
Pra quem ficou morrendo de vontade de conhecer Uzupio, aqui e aqui tem a visão de dois brasileiros sobre o lugar. Pra quem vai bem no inglês, mais informações aqui e a Wiki nossa de cada dia, que não podia ficar de fora.
*Claro que o título desse post foi inspirado no poema de Manuel Bandeira, “Vou-me embora pra Pasárgada“, lugar onde “a existência é uma aventura”.
Publicado por: Ailime Kamaia em: 12/05/2012
Acabou porque deu certo. Durante cinco meses deu certo. Apesar da mulher dele (alguns dias ex), apesar dos dois filhos dele, apesar das nossas noitadas regadas a tequila (bebidas por mim), apesar da cocaína (cheirada por ele), apesar dos ciúmes mútuos, das brigas constantes e das diferenças. Ele sonhando com uma TV de tela plana e várias polegadas. Eu, em ser uma das melhores jornalistas internacionais.
Começou torto (bebedeira, motel e sexo sem sentido). Continuou mal (traições, orgulhos feridos e demonstrações de desprezos um ao outro constantemente). E terminou certo. Terminou porque em algum momento percebi que o meu amor próprio deveria ser maior do que o amor que nutria por ele.
Doeu, mas terminou, o amor e a dor.
Publicado por: Ailime Kamaia em: 07/05/2012
Nem sempre os sonhos se realizam, entrevistas viram empregos, rolos viram companhia pra noites dormidas em “conchinha”, sorrisos viram conversas. Às vezes as expectativas não se cumprem, e não se sabe se esperou demais de algo que nem prometia dar certo ou se a promessa é que não foi cumprida. De qualquer forma, só nos resta sonhar.
O filminho abaixo mostra um encontro que nem era esperado, mas que se cumpre. É rápido (dois minutos e vinte e cinco segundos), é meigo e é bem feito.
Publicado por: Ailime Kamaia em: 06/05/2012
Às vezes é preciso interromper a leitura e olhar para fora. Aproveitar a janela do ônibus ou de casa para descobrir a cidade e se apropriar dela… Conhecer a gente que a habita e a faz pulsar. Descobrir formas e cores nas plantas dos jardins alheios. Conhecer mais de arquitetura observando como as pessoas vivem onde vivem. Passear a vista pela rotina de alguém que você nunca mais vai encontrar. Parar em frente a um portão e não se intimidar pelo tamanho, e sim espiar pelas frestas.
Brindar o olhar com a vista da cidade, é o que quero pra hoje.
“Penso que estamos Cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.”
José Saramago
Publicado por: Ailime Kamaia em: 04/05/2012
Aliás, apenas por uma não, você pode militar por várias, é fácil! E você pode fazer isso de tantas formas: participando de ações de mobilização, de debates, confeccionando faixas e cartazes, compartilhando conteúdo no Facebook… Você pode fazer militância em uma conversa informal ao expor o assunto para os demais ou apenas agindo de forma coerente com o seu discurso. Não precisa de esforço, militar se torna algo natural. Quem milita em movimento ambiental não vai jogar lixo na rua, não porque pode ser criticado, mas porque já é algo inerente à pessoa.
O problema é criar a conscientização sobre essas causas. Isso sim, dói! Exige reflexões, debates, leituras, enfim, exige pensar. E muitas vezes exige abandonar velhos preconceitos e paradigmas. Exige abertura ao novo. Enquanto essas causas ainda não são “suas causas” é que é difícil se animar e participar de palestras, cursos, atos…
Se pensar dói, começar a pensar é excruciante, mas altamente recompensador!
Publicado por: Ailime Kamaia em: 30/04/2012
Ok, não deletei ontem meu perfil no Twitter. Ele ainda está lá, vivo. Inerte, mas vivo.
Resolvi retirar mais algumas coisas de lá antes de jogá-lo no buraco negro dos “Delete” que só a internet nos proporciona. Enquanto remexia o meu arquivo público de pensamentos e outras bobagens, fiquei feliz em encontrar uma troca de tweets com o jornalista Victor Folquening. Isso me deixou em dúvida sobre excluir meu perfil ou não, já que não posso mais trocar tweets com Victor ou travar nenhum tipo de conversa que não seja inventada por mim. Victor morreu no ano passado, atropelado por um biarticulado. Me desfazer do meu Twitter é me desfazer dessas e de outras conversas.
Ainda não decidi se aperto definitivamente o “Delete”, de qualquer forma, hoje resgato mais algumas bobagens dessa grande praça pública em que todos berram:
O melhor tempero que existe: a fome! Não há comida que não fique boa…
E um dia vc se dá conta q está dando bronca no seu pai porque ele não quer trazer a roupa suja pra lavar. É, vou tomar um Dreher!
Gente que parece ter medo de falar a palavra “negro” e fala “moreninho”. Não tolero.
Fiquei com vontade d ir numa festa infantil pra cantar músicas da Xuxa, d repente me dei conta q numa festa infantil vai tocar funk, ñ Xuxa!
“Dá um gole de água?”/ “Porquê?” – esse é meu pai…
Quando o povão dominar o Google+ vou falar que é o Goole Mais, mesmo, só pra ver os estressadinhos corrigindo “é Google Plus, é Google Plus”
Credo, nem seis horas da tarde e o céu me engana com cara de meia-noite!
Você sabe que 2012 tá chegando quando flagra o seu pai assistindo Casos de Família no meio da tarde
queria ir numa festa latina, mas sempre q falo isso o pessoal recomenda Taco, Mexicano e Zapata. Quero dançar e ñ comer nachos!
A arte de perder o mini papelzinho com o telefone do entrevistado!
paraguaio “be larga” eu “o q? é ve ou be?” paragua “ve” eu “ahhh! é be!” paragua “no, be!” coloco na matéria “a fonte ñ quis se identificar” #ailimedoportamala
Amou, amou, amou uma pessoa. Depois chorou, chorou, chorou por ela. Agora nem lembra mais o nome completo. Estranho isso, né?!
Você decide encarar formulário com milhões de perguntas. Demora hoooooras pra caprichar em todas as respostas. ENTER. Aparece “Erro”. ADORO!
Amanhã decido se deleto ou não o perfil.
Publicado por: Ailime Kamaia em: 29/04/2012
Ao menos, o meu.
Depois da relutância em aderir ao Twitter, das tardes quase todas consumidas de olho na timeline, do afastamento devido à uma viagem um tanto longa, da diminuição no uso, agora chegou a hora de encerrar a minha vida como @aika_em.
O motivo é a saída de vários amigos do microblog e o aumento de imbecilidades postadas por lá, conforme escreveu Rosana Hermann em seu Querido Leitor.
Também queria encerrar essa vida virtual pós-Orkut, pré-Facebook. Sim, sei que são redes sociais diferentes, com objetivos diferentes, mas pra mim funcionou dessa forma. Só consigo me prender a uma rede social por vez, fazer o quê?
De qualquer forma, fiquei com dó de excluir totalmente algumas ideias compartilhadas por lá, então resolvi registrá-las aqui.
Nome: Ailime Kamaia Sobrenome: Procrastinação
O ponto alto do dia foi encontrar uma notificação da
@univ_positivo : “Favor estacionar corretamente” na minha bicicleta.
Minha mãe foi embora e sinceramente…ufa! As vezes cansa ter uma mãe dentro de casa!
Tô tão cansada que um cachorro podia dormir em cima das minhas costas e eu nem ia perceber! (baseado em uma história real e autobiográfica)
Quem precisa ir no boteco quando tem de janta ovo de codorna e salame? Morar só com pai dá nisso: dieta balanceada…
Não acredito em namoro e nem em ensino à distância. Duas coisas que pra mim só funcionam no modo “presencial”.
Até acho legal essa história de GEMTE linda da Social Media FICAVAITERBOLO, mas uma hora esse mundo cor de rosa cansa…
TURISTAS: “O tempo mínimo para conhecer um lugar de verdade é a vida inteira”, ensina Ruy Castro.
Vontade de ir reclamar no PROCON desse povo que na foto é UAUUUU!!!, mas pessoalmente é ECA!
Dias cinzas e chuvosos assim pedem medidas drásticas: comendo achocolatado em pó de colher! =O
Queria estudar na Universidade Estadual do Pará, só pra falar “Eu estudo na UEPA!”
Recebo e-mail. Respondo e-mail. Espero e-mail. Recebo e-mail. Ahhh… era spam!
Preciso parar de viver para conseguir ler tudo que é relevante. Ou então, comer cogumelos e ganhar vidas extras, como o Super Mario Bros
Aquele momento, trágico em que vc percebe que colocou, a vírgula no lugar errado…
Tô realmente descrente nessa tal humanidade. Conheci duas pessoas pessoas que gostam de Zorra Total… será que há esperança?
Ai a Amy Winehouse morreu q pena, buábuá… Mas agora me explica porque tem uma “Emy” nos TT’s?
Porque cinegrafistas de programa de tv para o público jovem sempre tem mal de parkinson? Não suporto essas imagens tremidas e desfocadas.
Sabe do que eu gosto? Dicionário de sinônimos do word.
Tia Wiki diz que “A celulite aparece principalmente na região dos glúteos, coxa, abdómen, NUCA, e braços” / Celulite na nuca é tenso, hein!
O Twitter vai deixar saudade, afinal, ganhei promoções por lá, fiz e reforcei amizades, vi tantas ideias inteligentes compartilhadas, indicações de livros, textos, filmes… lembretes de provas, bobagens e piadas internas. Tweets respondidos retweetados, favoritados.
Mas uma hora tudo tem que terminar.
Publicado por: Ailime Kamaia em: 28/04/2012
São cinco horas da manhã e o despertador está tocando. São cinco horas da manhã de um sábado, e além do despertador estar tocando, você sabe que precisa levantar. Mas está frio, muito frio! Lá fora a geada cobre a grama de branco e a neblina dificulta a visão. São cinco horas da manhã, está frio e você fez a burrice de ter ido dormir com um pijama de verão, de shorts e camiseta. Você prevê o frio que vai sentir ao abandonar cama, travesseiro e coberta.
Além do frio está cansado e com sono, pois trabalhou até tarde no dia anterior. Se pudesse, dormiria mais cinco minutinhos. Ou a manhã inteira. Mas é preciso levantar, lavar o rosto e sair. E antes mesmo de abandonar a cama você lembra que só vai voltar a encontrá-la dali a 19 horas. Vai ficar o dia inteiro longe dela e fora de casa.
Mas você se levanta, lava o rosto e sai. E está feliz.
Você tem um compromisso que que te faz acordar às cinco da manhã de um sábado e está feliz, mesmo com o frio e com sono. Você tem um motivo que faz valer a pena estar acordado.
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Conseguiu imaginar que compromisso seria este? Se não conseguiu, você tem um problema, porque todo mundo deve ter algo que o faça feliz, mesmo que exija acordar às cinco da manhã de um sábado muito frio.
Este motivo não vai te fazer levantar apenas nos dias ruins, mais importante, te fará levantar todos os dias acreditando que vale a pena estar acordado, estar vivo, estar sentindo. E esse é o motivo que justifica tudo, faz a vida valer a pena!
Publicado por: Ailime Kamaia em: 22/04/2012
Se você é militante, ativista, defensor de algo, saia de si. Largue seu corpo, seus velhos hábitos, manias, estereótipos. Sinta-se livre para assumir novas personalidades. Sinta-se livre para ser outro. E isso não significa não ter personalidade! Significa apenas que quando você for lutar, você deve ser a sua luta, você deve se apropriar dela.
É preciso se ver como travesti, para entender as dificuldades que elas passam. É preciso ser negro, para saber quais são as discriminações raciais sofridas por estes. É preciso ser mulher para entender a diferença no tratamento desse gênero. Se colocar no lugar do outro permite entender melhor o outro. Alguns chamam isso simplesmente de empatia, eu chamo de desapropriação de si mesmo. Não basta se solidarizar com os dramas dos demais, é necessário se despir de si e se vestir do outro.
O grupo porto-riquenho Calle 13 faz diversas apropriações em Latinoamérica:
Soy…soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que se robaron
un pueblo escondido en la cima
mi piel es de cuero por eso aguanta cualquier clima
soy una fabrica de humo
mano de obra campesina para tu consumo
frente de frío en el medio del verano
el amor en los tiempos del cólera mi hermano
el sol que nace y el día que muere
con los mejores atardeceres
soy el desarrollo en carne viva
un discurso político sin saliva
las caras mas bonitas que he conocido
soy la fotografía de un desaparecido
la sangre dentro de tus venas
soy un pedazo de tierra que vale la pena
una canasta con frijoles
soy Maradona contra Inglaterra anotándote dos goles
soy lo que sostiene mi bandera
la espina dorsal del planeta es mi cordillera
soy lo que me enseño mi padre
el que no quiere a su patria no quiere a su madre
soy america latina
un pueblo sin piernas pero que camina[Trecho de Latinoamérica]
Por isso encerro o post com dois convites:
1. Assistam o clipe de Calle 13 e;
2. Se desapropriem de si e deixem se invadir por outros (ao menos um pouco).